quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Camarada Japa
(HIDEMI)
O papel da imprensa na questão revolucionária:

Um grande problema a ser discutido para que se possa entender parte do processo de dominação do capital, em minha ótica, reside em se realizar uma análise que não se subestime e sobrevalorize o papel central que o poder das grandes corporações das grandes corporações do poder midiático exerce sobre o corpo social. O ponto central desse pequeno texto é o de problematizar o poderio desse setor do grande capital.

A grande falácia dessas corporações midiáticas pode ser definida em dois pontos: o discurso de imparcialidade e o de democracia na relação entre as corporações midiáticas e o telespectador. O primeiro ponto já foi bastante debatido e bem explicitado pela filósofa Marlene Chauí, as empresas de telecomunicações obedecem ao imperativo do capital, logo nada mais distante da realidade do que a efetividade dessa “imparcialidade”. O segundo ponto me faz recordar o célebre texto de Adorno e Horkheimer, A indústria cultural: O esclarecimento com forma de mistificação das massas, em linhas gerais Adorno e Horkheimer negam a existência de uma cultura popular espontânea no seio do capitalismo.

Para eles, os produtores artísticos já estão subsumidos ao capital antes mesmos dos lançamentos dessas obras, ou melhor o capital só as lança, pois esses artistas já sofreram um “processo adaptativo” no qual só aqueles artistas que se submetem aos esquemas do que seria uma boa arte para a reprodução do capital, começam ter suas obras lançadas já totalmente adaptadas ao discurso do capitalismo. O artista de antemão já se encontra absorvido aos ditames do que é bom ou ruim para o capital.

Agora, qual a ligação do nosso tema com essa parte segundo ponto acima mencionado? A veiculação das notícias passa necessariamente de antemão pelo clivo dos produtores dos telejornais, o que possibilita que somente as notícias que interessam ao capital sejam veiculadas, podendo- o que ocorre em grande parte das vezes- no falseamento da notícia com o intuito de não somente fazer uma apologética ao capital, tanto de forma positiva, como de forma negativa, como nos casos da criminalização de movimentos sociais, exemplo cabal desse fato são as notícias referentes ao MST.

Outro correlato desse segundo ponto é ausência de um feedback por parte dos telespectadores, portanto a grande massa realiza apenas o papel de receptáculo das noticias que as grandes empresas de telecomunicações desejam veicular, mais uma vez o discurso democrática é meramente formal.

Chegamos, portanto, ao cerne do nosso pequeno texto; de que forma poderemos superar esse impasse na qual as notícias só atingem a grande massa através de um processo de mediação que é realizado pelas grandes corporações midiáticas, que têm o objetivo de reproduzir o modo de produção capitalista? Seria através da popularização de veículos midiáticos alternativos como a internet? Ou eu estaria sobre estimando o papel dessas corporações na reprodução do modo de produção capitalista?

2 comentários:

  1. Bom texto camarada. Quanto a questão que levantas, acho que sim, que a internet é um caminho. É como a invenção da imprensa. Informações disponíveis. O problema é separar as fontes confiáveis das não confiáveis. Não só pelo problema da midia tradicional, relacionada a questão de mercado, a notícia vendida, como também porque, justamente por ser um espaço livre, o que muitos postam não passa por um critério avaliativo. A wikipedia é um exemplo. Já teve caso de quem inventasse um artigo, publicasse e depois se promovesse a fim de ganhar um emprego.

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  2. IMPRENSA... me interessa, gostei da critica!

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