sábado, 10 de março de 2012

Uma questão pertinente: Socialismo e o Amor

Socialismo e o Amor



São Paulo, 10 de Março de 2012. Um sábado à noite, horário em que deveria estar “na balada”, curtindo a vida, me vejo sozinho de fronte ao computador e pensando em mais uma experiência amorosa praticamente frustrada, começo a refletir sobre esta questão tão pouco explorada pela esquerda, marxista ou não: A relação dos socialistas com o amor.

A reflexão se deve pelo seguinte acontecimento: Após conversar com minha melhor amiga pelo telefone, a respeito de uma garota que saí faz aproximadamente um mês (e que a mesma apesar de ter “gostado muito de mim”, não responde mais meus contatos), que está ficando com um rapaz aonde ela ficou muito “impressionada” com sua postura ao pagar uma conta de mais de R$ 100,00 em um restaurante japonês. Tudo bem, até o momento isso não tem nada a ver com o marxismo, mas o detalhe é que me ofereci para fazer o mesmo, (eu permiti que ela escolhesse o lugar para irmos, então jantamos em uma lanchonete e vimos um filme em sequência, bem fantasioso por sinal) e ela recusou que eu pagasse a conta sozinho (50 a 50% ficou o acordo)!!!! Vale lembrar que mencionei que sou marxista, e no dia do encontro estava com a obra “Bukharin, uma Biografia Política” de Stephan Cohen.

Será que a simples “atitude máscula” do outro rapaz exerceu uma influência freudiana sobre a psique da garota, ou simplesmente o poder do capital aplicado foi fundamental para a decisão? Considerando que não é a primeira vez que vejo isso acontecer (basta citar o exemplo dos jogadores de futebol, atores, músicos) aonde o uso do capital aliado à presença da “força” masculina, foi um dos fatores que desequilibraram, e a educação que as moças recebem desde pequenas, tem uma grande influência neste ponto. Vale ressaltar que a garota possui um bom conhecimento filosófico, e leu alguma coisa de Marx.

Enfim, após muito tempo volto a postar no LITEU, e quando faço isso, é um momento “dor de corno”, mas foi um momento de reflexão, e gostaria de ouvir as opiniões dos camaradas sobre o assunto. Não é uma analise aprofundada, mas ela é sincera, pois temo que Nessahan Alita tenha razão sobre as mulheres, e pontos de vista como o do Coletivo Lenin sejam relegados ao ostracismo.




Saudações Socialistas,




Willian Alves de Almeida




Fontes: ALITA, Nessahan (2005). Como Lidar com Mulheres. Edição virutal de 2008

Coletivo Lenin Publicações,Os Comunistas e a Questão Sexual, primeira edição, Fevereiro de 2011



LINKS: http://www.4shared.com/office/3HptcVaW/nessahan_alita_-_como_lidar_co.html


http://www.4shared.com/office/U9SFnEIx/Os_Comunistas_e_a_Questo_Sexua.html


6 comentários:

  1. "ela ficou muito “impressionada” com sua postura ao pagar uma conta de mais de R$ 100,00 em um restaurante japonês. Tudo bem, até o momento isso não tem nada a ver com o marxismo"
    Diretamente, não. Mas não poderíamos pensar na alienação? Na transformação do ser humano em mercadoria?
    Marx e Freud já casaram por meio de Eric Fromm e Willian Reich. Recomendo: "A arte de amar" do primeiro, e "A revolução sexual" do segundo. O primeiro trata do amor descompromissado e desinteresseiro e o segundo, da sexualidade sem as amarras restritivas de uma sociedade repressora e autoritária (o capitalismo exerce a autoridade monetária).

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  2. Que reflexão interessante. Acho que, sendo o homem um animal político, nada pode ser considerado estranho ao marxismo (método de compreensão da realidade que é). Mesmo uma conta de R$ 100,00 em um restaurante japonês, e a influência que isso teve na moça.

    Sem reducionismo, e apenas para instigar: materialismo histórico puro. As melhores mulheres ficavam para os melhores guerreiros (por conseguirem o melhor butim, a melhor caça, os melhores favores do chefe). Esse padrão nunca mudou, nem nunca mudará, na sociedade de classes.

    As ideias dominantes de uma época são as ideias da classe dominante. Saber disso não quer dizer que fiquemos imunes. A dominação é sutil, reproduzimos inconscientemente os comportamentos que, conscientemente, reprovamos.

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  3. Onde está "sem reducionismo", leia-se: "com o perdão do reducionismo".

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  4. Opa, valeu pelas análises, camaradas. Saludos!

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  5. De certa forma, isso é o que eu poderia chamar de LUTA DE CLASSES NA PELE, o que eu já vivi de forma mais drástica...

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  6. O Andrade que ainda não chegou de Cuba responderia assim:

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    Amor, relacionamentos, afins. Estive refletindo muito hoje: Já namorei - 4 anos, bom tempo em minha vida, mas nunca falei aquela palavra mágica ''love you'' porque simplesmente achava clichê demais, algo vazio. Não quero falar muito sobre o ocorrido, mas quero dar enfase ao sentimento, e as pessoas romantizam muito o amor (sim, isso mesmo, romantizar o amor), porque na idéia em si, o amor é egoísta (algum filosofo/psicologo falou sobre, não me recordo), e as pessoas idealizam-o como um sentimento altruísta ou algo do tipo. Eu não vou ser extremista a dizer que não acredito em amor, mas que não tenho essa visão romantica dele, sou bem cético com isso e o vejo até como forma negativa, dependendo do caso. Acho que vale a pena discutir isso com os camaradas, abram seus corações (Emma, é só o coração!) haha.

    Ah sim, tem um livro ótimo que chama-se, 'O mito da monogamia', quem quiser, recomendo. Eu particularmente prefiriria um relacionamento monogâmico, mas não o idealizo como muitos fazem, questão de gosto.
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    Comentário na comunidade Karl Marx Brasil Verdadeiro.

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